sábado, 11 de maio de 2013

Em 3D


Mestre inigualável do suspense, Alfred Hitchcock divertiu e gelou as platéias com sustos antológicos em obras clássicas do cinema. Podemos observar ainda que o diretor era bastante crítico em relação aos seus próprios filmes. Dizia, por exemplo, que "Disque M para Matar" (Dial M for Murder) era um de seus trabalhos de que menos gostava.

A história, no entanto, lhe agradava. Tanto que decidiu realizar essa obra cinematográfica ao saber que a Warner Bros havia comprado os direitos da peça escrita por "Frederick Knott". Com a predominância de diálogos de primeira, a origem teatral domina a história. Tudo foi filmado em estúdio, com a capital inglesa projetada no fundo.

Na história, Tony Wendice (Ray Milland) está casado com a linda e doce Margot Mary Wendice (Grace Kelly). Mas quer matá-la para ficar com sua fortuna. Para isso, convence um velho conhecido dos tempos da universidade para praticar o crime. Tudo parecia bem planejado até ser atrapalhado por Mark Halliday (Robert Cummings), no papel de amante, e uma simples chave.

Mas diante de tantos predicados, a curiosidade fica por conta da utilização de uma nova tecnologia, o efeito tridimensional. E para que houvesse a ilusão de profundidade, "Hitch" utilizou duas câmeras acopladas e mandou construir um fosso no estúdio. 

Pelo profissionalismo de Hitchcock, podemos considerar que o filme seja um dos primeiros a levar o efeito 3D a sério, como parte da narrativa. A sensação era a de que o público estava acompanhando uma ação ao vivo, como numa peça teatral.

Na época, ocorreram pouquíssimas sessões do suspense e a tecnologia nunca funcionou de forma efetiva nos equipamentos residenciais. O efeito continuou sendo utilizado em VHS e depois em DVDs com óculos de celofane magenta e ciano.

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