sexta-feira, 3 de maio de 2013

A morte da Dália Negra


Numa manhã de 1947, um garoto e sua mãe encontram os vestígios de um dos crimes mais horrendos já ocorridos nos Estados Unidos. Abandonado em um terreno baldio de Los Angeles, jazia um corpo dividido ao meio, com diversas mutilações e com todo o sangue drenado.

A imprensa chegou antes da perícia e ficou livre para produzir algumas das fotos que chocaram a opinião pública de todo o mundo. Curiosamente, o corpo foi encontrado com uma separação entre uma parte e outra, com os braços colocados acima da cabeça indicando uma pose artística. Um sorriso macabro havia sido desenhado no rosto, com um corte de orelha a orelha na altura da boca. 

O Departamento de Polícia nunca conseguiu solucionar o caso e ainda precisou da ajuda da imprensa, inicialmente, para descobrir a identidade da vítima. Tratava-se de "Elizabeth Short", que ficou conhecida no subúrbio de Los Angeles pelo apelido de "Dália Negra".  Na época, o fato teve enorme repercussão, com o aparecimento de cartas anônimas, namorados misteriosos e de pessoas reivindicando a autoria do crime em busca de fama.

Como centenas de outras jovens, Short decidiu tentar o estrelato após o falecimento de seu noivo em um acidente durante a Guerra. Porém, acabou se tornando prostituta e atriz de filmes pornográficos. Passou a pintar o cabelo castanho de negro e a se vestir com roupas colantes pretas. Daí o apelido "Dália Negra".

Ao que se comentava na época, teve inúmeros casos com pessoas importantes da indústria  cinematográfica e apreciava trabalhos sadomasoquistas. O sonho de obter a fama ostentando um nome artístico, no entanto, seria realizado apenas após sua morte sádica, na forma de livros, filmes e games. 

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