terça-feira, 14 de maio de 2013

Rosebud


O Cidadão Kane (Citizen Kane) sempre desperta algumas dúvidas relevantes a seu respeito. Teria sido realmente o melhor filme da história? O que faz dele tão bom assim? O que diabos seria o tal "Rosebud"? Existiu uma inspiração para a história?

Podemos dizer que a obra escrita, dirigida e interpretada por Orson Welles foi o que realmente ajudou Hollywood a compreender melhor o cinema falado. A tecnologia ainda era recente e os estúdios preferiam se concentrar na elaboração de comédias teatrais e musicais.

Tudo que havia sido aperfeiçoado no cinema mudo e que havia ficado para trás foi resgatado na produção. O enredo ajudou a explorar o expressionismo, os efeitos especiais e as técnicas de aprofundamento de plano. Criou-se uma espécie de telejornal de atualidades, mostrando a trajetória de Kane com uma narração marcante do próprio Welles.

Logicamente, a história colaborou para o sucesso que perdura até os dias de hoje, mostrando a glória e o declínio de um Kane sedento pelo poder. Podemos dizer que o filme foi claramente inspirado na carreira de  William Randolph Hearst, propietário de um verdadeiro império da mídia, que havia acumulado cadeias de jornais, minas de ouro e construído um castelo na Califórnia.

O empresário ficou bastante incomodado com o enredo da película e tentou de todas as formas proibir sua exibição. Mas o que seria considerado a produção mais completa da história do cinema, foi um fracasso de bilheteria. O público não entendia muito o formato e o conteúdo do que era apresentado na tela. A narrativa não era linear, com o magnata morrendo no início do filme, pronunciando a palavra Rosebud. Mas o que seria isso afinal?

O filme passa a ser construído em torno dessa palavra mágica, com um repórter investigativo tentando descobrir seu significado, desenrolando-se um espetáculo da sétima arte.

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