sábado, 1 de junho de 2013

Memórias de um galã

 


Poucos astros deram tanto de si próprios a seus papéis como Clark Gable. Diante de tanta dedicação, as maiores estrelas de sua época ansiavam por trabalhar em seus filmes. Por isso contracenou com atrizes do calibre de Claudette Colbert, Jean Harlow, Lana Turner, Vivien Leigh, Debora Kerr, Ava Gardner e Marilyn Monroe. Na vida pessoal, foram cinco casamentos e vários romances que fomentaram a imagem do galã vigoroso e durão.  

Longe dos holofotes, Gable cuidou de sua vida de forma minuciosa, cumprindo todas as solicitações da MGM, com quem tinha contrato. O departamento de publicidade do estúdio, inclusive, omitiu seu parentesco com alemães para lançar a ideia de que ele era descendente de holandeses e irlandeses, devido ao crescimento do nazismo na Europa. Em sua agenda de compromissos, sempre constavam eventos considerados viris, como caçadas e pescarias.

Apesar de tantos cuidados, um fato constrangedor ocorrido durante as filmagens de "E o Vento Levou" (Gone With the Wind / 1939) ganhou notoriedade na imprensa. Fontes ligadas à produção revelaram que Vivien Leigh detestava as cenas de beijo com Clark Gable por causa do mau hálito do ator. Reza a lenda que, além de fumar, Gable era bastante displicente com sua higiene bucal.  

Mas isso não maculou a imagem do galã, que, após a Segunda Guerra, foi promovido a major e recebeu condecorações importantes por êxitos em diferentes missões de combate. Ironicamente, ele era o ator preferido de Adolf Hitler, que chegou a oferecer uma recompensa por sua captura.

Aliás, Gable se alistou no exército como forma de homenagear a atriz Carole Lombard, sua segunda esposa, que faleceu em um acidente aéreo. Durante a Guerra, ela viajava com o objetivo de reunir fundos de auxílio às tropas norte americanas. Transtornado, o galã participou da tentativa de resgate e só se retirou do local da tragédia quando não haviam mais esperanças de encontrarem pessoas com vida. 


E sempre que citavam feitos como esse, armava seu largo sorriso característico para responder com falsa modéstia: "Se eu tivesse feito todas as coisas que me atribuem, precisaria ter sido tres homens. Mas a minha vida dá uma boa história. E eu sempre gostei de uma boa história".

Curiosamente, durante as gravações de seu último filme, "Os Desajustados" (The Misfits / 1961), Gable disse, em tom de brincadeira, que acabaria morrendo de infarto devido aos atrasos crônicos de Marilyn Monroe. O que se tornou um prato cheio para a mídia sensacionalista, que passou a culpá-la pela morte do ator, de ataque cardíaco, ocorrida em 1960

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